Serva de Maria
Irmã Maria Luisa Maurizi
Em 9 de maio de 1831 encontrava seu divino Esposo a Venerável Irmã Maria Luisa Maurizi (1770 – 1831), cofundadora do Mosteiro das Mantellate Servas de Maria Virgem Dolorosa de Roma.
Na Quaresma de 1778, participando de um retiro onde o pregador foi ninguém menos que o grande São Vicente Maria Strambi (1745 – 1824), passionista, descobrirá sua vocação religiosa.
São Vicente Maria será seu diretor espiritual por mais de 10 anos até sua nomeação episcopal e mesmo depois continuará ajudando-a através de cartas.
Na sua carta de 01 de abril de 1803, este grande Passionista lhe escreve:
“Sabe já o que Deus quer dela: viver sepultada com Jesus Cristo em grandíssima humildade. Deixar-se guiar sempre pelo Espírito interno e unir-se com Deus e agir em santa liberdade com puríssima intenção”.
No fim da sua vida a Irmã Maria Luísa terá como diretor espiritual o grande apóstolo São Vicente Pallotti (1795 – 1850), fundador da Sociedade do Apostolado Católico, que foi inclusive testemunha no seu processo de beatificação.
Desta direção espiritual, assim ele escreverá: “Desde que Deus me favoreceu com o dom da direção desta alma grande diante de Deus, e escondida das criaturas, tive o sentimento de que ir confessá-la me beneficiava o espírito, como se me ocupasse em fazer para o proveito da minha alma o Retiro Espiritual” (”Memoria della vita della Ven. Serva di Dio Suor Maria Luisa Maurizi”)
Uma das características da espiritualidade servita é sua profunda devoção à Nossa Senhora das Dores. Sendo a Coroa das Dores de Maria parte do patrimônio espiritual da Ordem dos Servos de Maria. Na obra “Morali e divote riflessioni a tutti utilissime e specialmente alle persone claustrali” escrita por ordem do seu diretor espiritual D. Agostino Romagnoli, assim escreve Irmã Maria Luisa:
“Entremos, minha alma, no mar imenso e incompreensível da paixão do teu amorosíssimo Esposo Jesus; mas antes de mergulhar neste mar, procuremos um guia fiel, que possa seguramente conduzir-nos, levando-nos aos mais recônditos seios deste mar: mas quem melhor do que nossa querida e amorosíssima Mãe Maria Santíssima poderá ser-nos guia? Portanto, supliquemos a Ela: sim, Maria Santíssima, Mãe do nosso querido Jesus sofredor, vós que tanto e tão atrozmente padecestes, podeis ajudar-nos, para que se dissipem da nossa mente todas as trevas, e do nosso coração se afaste qualquer afeto, ainda que mínimo, que seja contrário ao puríssimo santo amor do nosso sofredor Esposo Jesus. Portanto, ó querida Mãe, assistidos por Vós entremos com coragem e confiança no imenso mar da paixão do querido e amoroso Esposo Jesus.”
Deus lhe pague!
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Em união de orações,
José Eduardo Câmara




