Mística e Missionária
Maria Catarina de Santo Agostinho
Em 08 de maio de 1668, com apenas 36 anos, encontrava seu divino Esposo a Bem-aventurada Maria Catarina de Santo Agostinho (1632-1668), missionária no Canadá das Cônegas Regulares Hospitaleiras da Misericórdia de Jesus.
Nascida em 03 de maio em 1632, na Normandia, na França. De uma grande precocidade, desde a terna infância é atraída por Nosso Senhor. Recebe a Primeira Comunhão, em 01 de novembro de 1640. Assim escreve: “Quando fiz minha primeira comunhão, tive uma forte convicção de espírito de que Deus me queria santa e que, certamente, eu o seria. Eu não conseguia tirar isso do pensamento; no entanto, tinha dificuldade em me resolver a fazer o que deveria me santificar”.
Com apenas 10 anos, se consagra à Nossa Senhora, em 08 de setembro de 1842. O texto impressiona por sua maturidade espiritual.
“Santa Mãe de Deus, permiti que eu vos tome por minha senhora e por minha rainha; aceitai-me como vossa filha e como vossa menor serva. Entrego-me a vós e desejo que todos os momentos da minha vida vos sejam consagrados; para honrar a vossa Imaculada Conceição, quero oferecer-vos o desejo que tenho de me conservar em inteira pureza por toda a minha vida. Ajudai-me, santa Virgem, neste propósito; afastai do meu coração toda a impureza, fazei-me antes morrer agora do que permitir que o meu corpo e a minha alma sejam manchados pela menor mancha. Peço-vos esta graça por meio da vossa santa e pura Conceição.
Desejo honrar o vosso santo nascimento através de um desejo contínuo de que o vosso amor aumente no meu coração e no coração de todos os homens. Para honrar a vossa Apresentação no Templo, quero que a todo o momento eu seja apresentada a vós pelo meu bom anjo; em honra da vossa santa Anunciação, consagro-vos a minha liberdade e quero ser para sempre vossa escrava. Desejo, para honrar a vossa humilde Purificação, manter a minha alma limpa de todo o pecado e fugir das ocasiões de vaidade.
Enfim, santíssima Virgem, no desejo de honrar a vossa morte de amor e a vossa triunfante Assunção, quero todos os dias da minha vida morrer para mim mesma, para os meus desejos e inclinações, e ter uma memória contínua das vossas santas virtudes, para as imitar tanto quanto me for possível.
Quero agradecer todos os dias à santíssima e adorável Trindade por todas as graças com que vos cumulou: ao Pai, por vos ter escolhido para sua filha; ao Filho, para sua mãe; ao Espírito Santo, para sua esposa. Por estes gloriosos títulos, suplico-vos que inclineis para mim a vossa maternal bondade e aceiteis que eu me diga absolutamente vossa. Protesto-o perante o céu e a terra, e daria de bom grado o meu sangue para selar esta verdade.
Permiti, minha santíssima Senhora e Rainha, que em fé do que acabo de escrever, eu o assine.
Catherine Symon,
vossa escrava, serva e filha, embora indigna.”
Com apenas doze anos ingressa nas Hospitaleiras da Misericórdia de Jesus.
Apesar de sua juventude, se oferece para a Missão do Canadá. Com 16 anos faz a profissão solene, antes de embarcar para o Canadá. Chegando em Quebec, ali cuidara dos enfermos, aprendendo as línguas indígenas. Eles lhe chamam de “Iakonikonriiostha”, que significa “aquela que torna o interior mais belo, aquece o coração e que consola”.
Conduzida pelo Senhor à contemplação, será provada interiormente, recebendo graças místicas excepcionais. Em 1654, oferece sua vida pela Igreja do Canadá.
Na véspera de Pentecostes de 1664 (12 de junho) tem uma profunda experiência mística:
“(..) eu vi o Espírito Santo sob a forma de uma grande nuvem, que não pedia senão para se despejar por todos os lados, vi sob esta nuvem um grande número de pessoas, sobre as quais o Espírito Santo escorria, mas de formas muito diversas. Este orvalho penetrava os primeiros com grande facilidade e suavidade, escorria dos segundos e caía ao chão, e, quanto aos terceiros, não somente se perdia para eles, mas quando caía sobre eles, encontrava ali uma resistência tão grande que salpicava para longe."
Deus lhe pague!
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Em união de orações,
José Eduardo Câmara


